quinta-feira, 23 de abril de 2020

William Shakespeare (1564-1616) Puck

Puck:

Se, nós, sombras, vos ofendemos,
Considerai este fato, e tudo se explicará,
Que vós apenas adormecestes,
Enquanto estas visões se sucederam.
E este fraco e inútil tema,
Que não passou senão de um sonho,
Gentis espectadores, não nos censureis.
Se nos perdoais, nos corrigiremos.
E, por ser Puck honesto,
Se merecermos a sorte
De escapar da língua viperina,
Faremos o melhor que pudermos,
Senão Puck terá mentido.
Então, boa noite a todos,
Dai-me vossas mãos, se fordes amigos,
E o pintarroxo o fará por nós.
(Sai.)

William Shakespeare, "Sonho de uma noite de verão", Ato V, Cena 1 (final). Tradução de Thereza Rocque da Motta



sábado, 14 de março de 2020

Celso de Alencar (1949- )

POEM FOR SONNY PERDUE
Celso de Alencar

I beg You, Lord,
Before expelling from your land
Those who look for shelter where
The deer still runs through the forest,
You, whose ancestors
Came from far away places;
I beg You, ask the children
Of the United States of America.
Ask the Apaches, the Creeks, the Navajos,
The Cherokees, the Sioux, the Comanches.
Ask the children
Of the African slaves,
And also, Lord, the children of the immigrants,
Those, who, like You, have built the Peach Land.
Allow all to reach the Mississippi,
All to bathe in the waters
Of the Altamaha or the Chattahoochee and more:
That all be tall as the pine trees.
Life is a fragile bird
And sometimes it is as old as a beaver.
My back is bare
As well as my soul.
To the right, my eyes behold the Brassmount,
To the left, the tombs in the cemeteries.
I beg You, Lord, don’t wipe off
The dreams of those who yearn for freedom.

in "Perverse Poems"
Translation: Thereza Christina Rocque da Motta

POEMA PARA SONNY PERDUE
Celso de Alencar

Eu Vos peço, Senhor,
antes de excluir de Vossa terra
aqueles que buscam abrigo onde
os veados ainda correm na floresta,
Vós que tendes como ancestrais
povos vindos de lugares longínquos;
consultai, eu Vos peço, os filhos
dos Estados Unidos da América.
Consultai os Apaches, os Creek, os Navajos,
os Cherokees, os Sioux, os Comanches.
Consultai ainda os filhos
dos escravos africanos,
e também, Senhor, os filhos dos emigrantes,
aqueles que como Vós construíram a Terra do Pêssego.
Permiti que todos alcancem o Mississipi,
que todos adentrem as águas
do Altamaha ou as do Chattahoochee e mais:
que todos possam ser altos como os pinheiros.
A vida é um pássaro frágil
e às vezes tem a idade de um castor.
Meu dorso está nu
assim como a minha alma.
À direita meus olhos veem o Brassmount,
à esquerda, os cemitérios deitados no chão.
Eu Vos peço, não eliminai, Senhor,
o sonho daqueles que a liberdade buscam.

in "Poemas Perversos"



sexta-feira, 13 de março de 2020

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Elegy 1938
Carlos Drummond de Andrade

You work unhappily for an obsolete world
Where the form and actions contain no examples.
You practice laboriously universal gestures,
You feel heat and cold, lack of money, hunger and sexual desire.

Heroes fill the city parks where you drag,
And profess virtue, resignation, cold blood, conception.
At night, if there’s fog, they open their brass umbrellas
Or retire to books of sinister libraries.

You love the night for the power of annihilation it contains
And you know that, sleeping, problems spare you from dying.
But the terrible awakening proves the existence of the Big Machine
And restores you, little one, before inscrutable palm trees.

You walk among the dead and you talk to them
About things of the future and concerns of the spirit.
Literature spoiled your best love hours.
At the telephone you lost too much time for seeding.

Proud at heart, you hurry to confess your failure
And defer the collective happiness to another century.
You accept rain, war, unemployment and unequal distribution
Because you can’t, all alone, dynamite the island of Manhattan.

Translation: Thereza Christina Rocque da Motta

Elegia 1938
Carlos Drummond de Andrade

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações no encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze,
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.

Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.

Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição,
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

in Sentimento do mundo (1940)



sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Elizabeth Bishop (1911-1979)


O LADRÃO DA BABILÔNIA

Nas verdes encostas do Rio
Cresce uma mancha terrível:
Os pobres que vêm para o Rio
E não podem voltar para casa.

Nas montanhas um milhão de pessoas,
Um milhão de pássaros fazem seus ninhos,
Como uma confusa migração
Que chega até ali e pousa,

Construindo seus ninhos, ou casas,
Que tiram do nada, ou do ar.
Pensamos que um vento os sopraria,
De tal forma que estão ali pousados.

Mas se agarram e se espalham como líquens,
E não param de chegar.
Há uma favela chamada Pinto,
E outra chamada Catacumba;

Há a favela do Querosene,
E a favela do Esqueleto,
E a favela do Pasmado,
E a favela da Babilônia.

Micuçú era ladrão e assassino,
Um inimigo da sociedade.
Ele fugira três vezes
Da pior penitenciária.

Não sabem quantos ele matou
(embora digam que nunca tenha estuprado),
E feriu dois policiais
Da última vez que escapou.

Disseram: “Ele vai ver a tia,
Que o criou como um filho.
Ela tem um barzinho
No alto do morro da Babilônia.

Ele foi direto ver a tia,
E bebeu a última cerveja.
Disse a ela: “Os polícia tão vindo,
E eu tenho que sumir”.

“Me deram noventa anos de cana.
Quem quer viver tanto tempo?
Prefiro noventa horas
No morro da Babilônia.

“Não diga a ninguém que me viu.
Vou correr até quando puder.
Tu foi boa pra mim e eu te amo,
Mas estou condenado”.

Ao sair, encontrou uma mulata
Carregando uma lata d’água na cabeça.
“Se disser que me viu, filha,
Tu tá morta”.

Há cavernas lá em cima, e esconderijos,
E um antigo forte, em ruínas.
Costumavam vigiar os franceses
Do morro da Babilônia.

Embaixo estava o mar.
No horizonte tocava o céu,
Liso como um muro, e por ele
Passavam navios de carga,

Ou seguiam em frente,
Até parecerem mosquitos,
E então caíam para o outro lado e sumiam;
E ele sabia que iria morrer.

Ele podia ouvir os bodes fazendo béee-béee,
Ele podia ouvir os bebês chorando;
As pipas voavam bem lá no alto;
E ele sabia que iria morrer.

Um urubu passou tão perto dele
Que pôde ver seu pescoço pelado.
Ele agitou os braços e gritou:
“Ainda não, meu filho, ainda não!”

Um helicóptero do Exército
Sobrevoava em círculos para todo lado.
Ele pôde ver dois homens dentro dele,
Mas não o viram.

Havia policiais por toda parte,
Dos dois lados do morro,
E na linha do horizonte
Havia uma fileira deles, parados e pequenos.

As crianças espiavam pelas janelas,
E os homens no bar xingavam,
E cuspiam um pouco de cachaça
Nos buracos do chão.

Mas os policiais estavam nervosos,
Mesmo armados até os dentes,
E um deles, em pânico,
Atirou no oficial em comando.

Ele o atingiu em três lugares;
Os outros tiros se perderam.
O policial ficou histérico
E chorava como uma criança.

O moribundo disse: “Acabem
Com o que viemos fazer aqui”.
Encomendou sua alma a Deus
E seus filhos ao Governador.

Correram e trouxeram um padre,
E ele morreu acreditando que ia para o Céu
– um homem de Pernambuco,
O mais novo de onze filhos.

Queriam parar a busca,
Mas o Exército disse: “Não, vão em frente”,
Então os policiais se espalharam de novo
Subindo o morro da Babilônia.

Os ricos nos apartamentos
Observavam com binóculos
Enquanto durasse o dia.
E a noite toda, sob as estrelas,

Micuçú se escondeu no capim,
Ou sentou-se debaixo de um arbusto,
Ouvindo os barulhos, e olhando
O farol em alto-mar.

E o farol olhava-o de volta,
Até finalmente amanhecer.
Estava molhado de orvalho e faminto
No morro da Babilônia.

O sol amarelo brilhava horrível
Como um ovo cru num prato –
Lambido pelo mar. Ele o amaldiçoou,
Por saber que isso selaria sua sorte.

Viu as longas praias brancas
E todos indo nadar,
Com toalhas e guarda-sóis,
Mas os policiais estavam em seu encalço.

Bem lá embaixo, as pessoas
Eram pontinhos coloridos,
E as cabeças dos nadadores
Pareciam cocos na água.

Ele ouviu o vendedor de amendoim
Apitar peep-peep seu apito,
E o vendedor de guarda-chuvas
Tocar sua matraca de vigia.

Mulheres com cestas de compras
Ficavam de pé nas esquinas conversando,
Depois seguiam para o mercado,
Olhando para cima enquanto andavam.

Os ricos com seus binóculos
Haviam voltado, e muitos
Estavam nos telhados,
Entre antenas de TV.

Era cedo, oito ou oito e meia.
Ele viu um policial subindo,
Olhando direto para ele. Atirou,
E errou pela última vez.

Ele pôde ouvir o policial arfando,
Embora não tenha se aproximado.
Micuçú se escondeu,
Mas foi atingido, por trás da orelha.

Ele ouviu os bebês chorando
Longe, longe dentro da cabeça,
E os cães latindo e latindo.
Então Micuçú morreu.

Ele tinha um Taurus,
E apenas a roupa do corpo,
Dois contos nos bolsos,
No morro da Babilônia.

A polícia e a população
Soltaram um suspiro de alívio,
Mas por trás do balcão sua tia
Secou os olhos de tristeza.

“Sempre fomos respeitados.
Minha loja é honesta e limpa.
Eu o amava, mas desde criança
Micuçú era ruim.

“Sempre fomos respeitados.
A irmã tem um emprego.
Nós duas lhe dávamos dinheiro.
Por que ele tinha que roubar?

“Eu o criei para ser honesto,
Mesmo aqui, na favela da Babilônia”.
Os fregueses beberam de novo,
Com ar sério e sombrio.

Mas um deles disse para o outro,
Ao sair porta afora:
“Ele era um ladrão de nada,
Foi preso seis vezes – ou mais”.

Esta manhã os policiais
Retornaram ao morro da Babilônia;
Seus revólveres e capacetes
Brilhando sob a chuva.

Micuçú já está enterrado.
Estão caçando outros dois,
Mas dizem que não são tão perigosos
Quanto o pobre Micuçú.

Nas verdes encostas do Rio
Cresce uma mancha terrível:
Os pobres que vêm para o Rio
E não podem voltar para casa.

Há a favela do Querosene,
E a favela do Esqueleto,
E a favela do Pasmado,
E a favela da Babilônia.


Elizabeth Bishop, The Complete Poems (1927-1979)
Nova York, Farrar, Straus & Giroux, 1983. p. 112-118.

Nota: Em inglês, ela chama a favela do Pinto e a do Esqueleto de "morro" (hill), quando não são. Por isso preferi chamar todas de favela, mesmo que ficassem num morro.
Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta




domingo, 8 de setembro de 2019

John Keats (1795-1821)

TO MRS. REYNOLDS'S CAT
John Keats

Cat! who hast pass'd thy grand climacteric,
How many mice and rats has in they days
Destroy's? - How many tidbits stolen? Gaze
With those bright languid segmets green, and prick

Those velvet ears - buy pr'y thee do not stick
Thy latent talons in me - and upraise
They gentle mwe - and tell me all thy frays
Of fish and mice, and rats and tender chick.

Nay, look not dow, nor lick thy dainty wrists - 
For all the wheezy asthma, - and for all
they tail's tip in nick'd off - and though the fists

Of many a maid have given thee many a maul,
Still is that fur as soft as when the lists
In youth thou enter'dst on glass-bottled wall. 


AO GATO DA SRA. REYNOLDS
John Keats

Gato! que passaste pelo teu grande climatério,
quantos ratos e camundongos destruíste
ao longo da vida? – Quantos petiscos roubaste? Olha 
com tuas lânguidas, brilhantes e verdes esmeraldas e acaricia

tuas orelhas aveludadas – mas peço-te, não finques
essas garras latentes em mim – e entoa
teu suave miado – e fala-me sobre tuas brigas
por peixes e ratos, camundongos e pintinhos macios.

Não, não baixes teus olhos, nem lambas as delicadas patas –
apesar dos teus chiados de asma, – e da
ponta cortada de tua cauda – e embora

enxotado pelos tapas de várias servas, 
teu pelo ainda é tão macio quanto na juventude 
quando passeavas entre os cacos de vidro nos muros.

Tradução: Thereza Christina Rocque da Motta




terça-feira, 30 de julho de 2019

Charles Baudelaire (1821-1867)


Semper eadem

"D'où vous vient, disiez-vous, cette tristesse étrange,
montant comme la mer sur le roc noir et nu?"
– Quand notre coeur a fait une fois sa vendange,
Vivre est un mal! C'est un secret de tous connu,

Une douleur très simple et non mystérieuse,
Et, comme votre joie, éclatante pour tous.
Cessez donc de chercher, ô belle curieuse!
Et, bien que votre voix soit douce, taisez-vous!

Taisez-vous, ignorante! âme toujours ravie!
Bouche au rire enfantin! Plus encor que la Vie,
La Mort nous tient souvent par des liens subtils.

Laissez, laissez mon coeur s'enivrer d'un mensonge,
Plonger dans vos beaux yeux comme dans un beau songe,
Et sommeiller longtemps à l'ombre de vos cils!

Sempre a mesma 

"De onde vens, disseste, essa tristeza estranha,
subindo como o mar a rocha negra e nua?"
– Quando nosso coração fez uma vez sua colheita,
Viver é um mal! É um segredo que todos conhecem,

Uma dor muito simples e não misteriosa
E, como sua alegria, brilha para todos.
Pare de procurar, ó bela curiosa!
E, embora tua voz seja suave, cala-te!

Cala-te, ignorante! Alma sempre feliz!
Boca de riso infantil! Mais que a Vida,
A Morte nos prende por laços sutis.

Deixa, deixa meu coração se embebedar com uma mentira,
Mergulhar em seus belos olhos como em um lindo sonho,
E dormir longamente à sombra de teus cílios!

in "As Flores do Mal"
Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta 



domingo, 19 de agosto de 2018

Mary Stuart (1542-1587)



Que suis-je hélas? Et de quoi sert ma vie?
Je ne suis fors qu’un corps privé de coeur,
Une ombre vaine, un objet de malheur
Qui n’a plus rien que de mourir en vie.
Plus ne me portez, O ennemis, d’envie
A qui n’a plus l’esprit à la grandeur.
J’ai consommé d’excessive douleur
Votre ire en bref de voir assouvie.
Et vous, amis, qui m’avez tenue chère,
Souvenez-vous que sans coeur et sans santé
Je ne saurais aucune bonne oeuvre faire,
Souhaitez donc fin de calamité
Et que, ici-bas étant assez punie,
J’aie ma part en la joie infinie.

Enfim, o que sou? Para que serve minha vida?
Sou apenas um corpo que perdeu o coração,
Uma sombra vã, um objeto de tristeza,
A quem nada mais resta senão morrer em vida.
Não me invejem mais, meus inimigos,
Pois não aspiro mais à grandeza.
Já vivi meu excesso de dor
Para atender à ânsia de sua ira.
E vós, amigos, que me quereis tão bem,
Lembrai-vos que sem coração e sem saúde
Não poderei alcançar nada de bom,
Desejai, assim, o fim desta calamidade,
E que, tendo sido eu bastante punida,
Terei minha parte de alegria infinita.

Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta 
do livro "Bittersweet within my heart". 

Mary Stuart (7 ou 8/12/1542-8/02/1587), ou Maria I, foi Rainha da Escócia de 14 de dezembro de 1542 até abdicar, em 24 de julho de 1567. Antes fora Rainha Consorte da França como esposa de Francisco II, entre 10 de junho de 1559 e 5 de dezembro de 1560. Única descendente legítima sobrevivente de Jaime V, rei da Escócia, contava somente seis dias de idade quando seu pai morreu. Passou a maior parte da infância na França, enquanto a Escócia era governada por regentes, casando-se, em 1558, com Francisco, Delfim da França, que ascendeu ao trono em 1559 como Francisco II. Maria foi rainha consorte por pouco tempo, pois Francisco morreu no final do ano seguinte. Retornou à Escócia como viúva, chegando a Leith em 19 de agosto de 1561. Casou-se, quatro anos depois, com seu primo Henry Stuart, Lord Darnley, porém a união foi infeliz, mas tiveram um filho, Jaime. Sua residência teve uma explosão em fevereiro de 1567 e Henry foi encontrado morto no jardim. Acreditou-se que James Hepburn, 4.º Conde de Bothwell, orquestrara o assassinato de Henry, porém foi absolvido em abril de 1567, e casou-se com Maria no mês seguinte. Após um levante contra o casal, Maria foi aprisionada no Castelo de Lochleven, sendo foi forçada a abdicar em 24 de julho em favor de seu filho com Henry, então apenas com um ano de idade. Depois de uma tentativa mal sucedida de reconquistar o trono, Maria fugiu procurando a proteção de sua prima, a rainha Elizabeth I da Inglaterra. Antes Maria reivindicara o trono inglês para si e foi considerada como a legítima soberana da Inglaterra pelos católicos ingleses, incluindo os participantes da Rebelião do Norte. Vendo-a como ameaça, Elizabeth mandou aprisioná-la em vários castelos e mansões pelo interior do país. Após dezoito anos e meio, Maria foi condenada por conspirar o assassinato de Elizabeth, sendo decapitada em 1587, aos 44 anos de idade, no Castelo de Fotheringhay, na Inglaterra.